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"Sirvo-me de
animais para instruir os homens." La Fontaine (1621-1695)
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Carlos Eu desconfio que o Carlos, mal começou a andar, já se enfiava pelo mato adentro. Nunca vi um menino gostar tanto de bicho e bichinhos, como ele. Todos os dias, após chegar da escola e almoçar, ele passa a mão numas bananas (escondido de sua mãe, claro), maloca-as na sua mochila e se pirulita para a floresta que fica bem atrás do castelo-prédio (não seria prédio-castelo?) para o seu encontro diário com os seus amigos sagüis. E tudo isso numa correria sem tamanho. Seu Francisco, o zelador (e castelo tem zelador?), sempre é ATROPELADO e, caído ou cambaleando, fica sozinho reclamando aos berros para um Carlos que já vai longe, levado pelo entusiasmo e por uma infindável energia. Na floresta o tempo não conta, os minutos são inexistentes e, sendo assim, Carlos fica tranqüilo e concentra-se no seu trabalho de guardião e pesquisador minucioso, relacionando-se profundamente com o meio que o cerca. Sempre sai da floresta com algum inseto no bolso para suas pesquisas. |
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